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Embolização das Hemorróidas
Hemorróidas: como é o antes e depois do tratamento — cirurgia ou embolização?

A decisão de tratar as hemorróidas é frequentemente adiada pelo receio da dor e do tempo de recuperação associado ao tratamento cirúrgico convencional. No entanto, hoje a escolha entre a abordagem clássica e a Embolização Arterial define não apenas o sucesso do seu tratamento, mas também o conforto do seu pós-tratamento.
O antes: momento da preparação e rigor técnico
Cirurgia (hemorroidectomia): o foco é a remoção física do tecido dilatado através de cortes na zonal anal. Este procedimento exige geralmente um período de jejum, limpezas intestinais prévias e é realizado sob anestesia geral ou epidural, o que implica um período de recobro mais lento.
Embolização arterial: neste caso o tratamento é feito através dos vasos sanguíneos, sem a necessidade de cortes.
Vantagens da embolização:
- Não requer preparação prévia extensiva: não é necessário um jejum prolongado ou limpezas intestinais agressivas.
- Anestesia local: o paciente permanece consciente e confortável durante os cerca de 60 minutos do procedimento.
- Tecnologia e precisão digital: A segurança do procedimento reside na capacidade de vermos além do que é visível a olho nu. Sempre que não dispomos de uma ressonância magnética prévia, recorremos à tecnologia Cone-beam CT diretamente na sala de intervenção. Este funciona como um GPS de alta definição, criando um mapa digital das artérias retais. É esta precisão que permite guiar as micropartículas, garantindo uma atuação exclusiva nos vasos sanguíneos que alimentam as hemorróidas.

O que acontece durante a embolização
Para que possa compreender melhor o procedimento, estas imagens de angiografia mostram a diferença no fluxo sanguíneo antes e depois da nossa intervenção.
Nas imagens superiores, antes da realização da embolização, é visível um aumento acentuado da vascularização, representado pelas zonas mais escuras e ramificadas. Estas são as artérias que, ao estarem dilatadas, alimentam as hemorróidas e causam sintomas como a hemorragia e o inchaço.
Nas imagens inferiores, depois do processo de embolização, nota-se o desaparecimento dessa rede vascular excessiva. É este bloqueio seletivo e preciso que permite reduzir o tamanho das hemorróidas e parar a hemorragia de forma imediata.
O depois: recuperação rápida e confortável
Uma das grandes diferenças entre as duas técnicas reside na experiência do pós-tratamento.
Cirurgia tradicional: A cicatrização anal é uma zona de grande sensibilidade. Assim, o regresso ao trabalho pode demorar várias semanas, sendo também as idas à casa de banho nos primeiros dias, o maior receio dos pacientes devido ao desconforto físico.
Embolização arterial: O paciente tem alta no próprio dia e sai do hospital pelo próprio pé. Como não há feridas na zonal anal, a dor aguda é evitada.
- Alimentação: pode comer normalmente logo após a intervenção.
- Higiene e conforto: Recomendamos a utilização de banhos de assento após a evacuação. É um detalhe simples, mas que se revela muito mais confortável do que o uso de papel higiénico na primeira fase da recuperação.
- Atividade: Embora se deva evitar estar longos períodos sentado ou os grandes esforços nos primeiros dias, incentivamos ao movimento e à atividade física moderada para ajudar na circulação.
| Característica | Cirurgia Tradicional | Embolização Arterial |
|---|---|---|
| Anestesia | Geral ou Epidural | Local |
| Cortes/Suturas | Sim, na zona anal | Não (apenas um ponto de 1.5mm no pulso ou na virilha) |
| Dor Pós-Operatória | Elevada | Mínima a inexistente |
| Tempo de Recuperação | 2 a 4 semanas | 2 a 4 dias |
| Internamento | Geralmente necessário | Ambulatório (alta no dia) |
Resultados: O que esperar?
A embolização apresenta uma taxa de sucesso técnico próxima dos 100%, sendo particularmente eficaz para eliminar as hemorragias (rectorragias) e o desconforto nos Graus I a III.
É uma solução definitiva e segura para quem não obteve resultados com medicação ou laqueação elástica. Contudo, é importante reforçar que em casos de prolapso severo e permanente (Grau IV), a cirurgia pode ainda ser a abordagem necessária.
Na Radiologia de Intervenção, lidamos diariamente com casos complexos e percebo que muitas vezes a maior barreira para o tratamento é apenas a falta de informação. O esclarecimento é sempre o primeiro passo para uma decisão consciente e para uma recuperação mais tranquila.
Cada paciente é único e o diagnóstico correto é o pilar do sucesso. Se procura uma solução definitiva, segura e sem o pós-operatório doloroso da cirurgia convencional, o primeiro passo é uma consulta de avaliação detalhada.
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