Adenomiose2021-02-05T12:57:47+00:00

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O que é o útero?

O útero é um órgão do sistema reprodutor feminino que está localizado na região pélvica, atrás e por cima da bexiga, adiante do recto, continuando-se inferiormente pela vagina.

Trata-se de um órgão com uma cavidade central, a cavidade uterina, que está revestida pelo endométrio. A parede uterina está formada em grande parte por uma camada muscular denominada de miométrio.

O endométrio prolifera durante o ciclo menstrual e descama durante a menstruação, sendo exteriorizado através da cavidade uterina para a vagina e daí para o exterior.

O endométrio e o miométrio estão separados por uma camada denominada de linha juncional ou zona de transição, uma vez que demarca a transição entre o endométrio e o miométrio.

O Útero tem diferente zonas, sendo que o fundo do útero é a mais superior, o colo do útero a mais inferior e o corpo do útero a maior, entre o fundo e o colo do útero. A cavidade uterina comunica com o interior das trompas ou tubas uterinas (trompas de Falópio) ao nível das extremidades laterais do fundo uterino.

O que é a adenomiose?

A Adenomiose Uterina é uma doença benigna onde ocorre um espessamento dentro das paredes do próprio útero provocando sintomas como dor, sangramento ou cólicas fortes, especialmente durante a menstruação.

Na Adenomiose há uma infiltração do endométrio que normalmente reveste apenas o interior da cavidade uterina e passa a infiltra-se na espessura da parede do corpo do útero (miométrio).

Chama-se a isto focos ectópicos (fora do local normal) de endométrio na espessura das paredes do útero.

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Que tipos de adenomiose existem?

De acordo com o grau de invasão do corpo do útero pelo endométrio a adenomiose pode ser focal, nodular ou difusa.

Quais os sintomas da adenomiose?

Os principais sintomas da adenomiose são:

  • Inchaço da barriga;
  • Cólicas muito fortes durante a menstruação;
  • Dores pélvicas, mais intensas no período peri-mentrual;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual;
  • Prisão de ventre e dor ao evacuar.

Os primeiros sintomas de adenomiose podem surgir 2 a 3 anos após o parto, mesmo nos casos em que a mulher já tem adenomiose desde a infância, e geralmente deixam de surgir após a menopausa, quando o ciclo menstrual deixa de acontecer.

Como posso diagnosticar a adenomiose?

A ecografia permite o diagnóstico na maioria dos casos. Contudo, a RM pélvica é o exame de eleição, que permite diagnosticar a adenomiose com maior acuidade.

Os critérios por RM para o diagnóstico de adenomiose são: espessamento da linha juncional que separa o endométrio do miométrio superior a 12mm e microquistos na espessura do corpo uterino.

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A adenomiose pode afetar a gravidez?

A Adenomiose pode provocar complicações graves na gravidez, como gravidez ectópica ou aborto, por exemplo, sendo recomendado o acompanhamento regular do obstetra, para que sejam evitadas essas complicações.

Além disso, em alguns casos a Adenomiose, pode dificultar a fixação do embrião no útero, dificultando assim a gravidez, levando a infertilidade.

Os sintomas de Adenomiose aparecem geralmente após a gravidez, devido ao aumento do útero que acontece, e por isso, a maioria das mulheres consegue engravidar e ter filhos antes do aparecimento da doença.

Quais as causas da adenomiose?

As causas da Adenomiose ainda não estão muito bem esclarecidas, porém essa condição pode ser resultado de traumas no útero devido a cirurgias ginecológicas, mais de uma gravidez ao longo da vida ou devido ao parto cesária, por exemplo.

Além disso, a Adenomiose pode ser uma das causas de outros problemas como dismenorreia ou hemorragia uterina anormal, sendo muitas vezes difícil de diagnosticar.

Quais as opções de tratamento?

Os tratamentos para a Adenomiose incluem medicamentos como os anti-inflamatórios, para o alivio da dor e inflamação. Tratamentos com medicamentos hormonais, como pílula contraceptiva com progesterona, Danazol, ou dispositivo intra-uterino com progesterona são também frequentemente utilizados.

A opção cirúrgica geralmente consiste na remoção de todo o útero ou histerectomia. A cirurgia para remoção do útero elimina completamente os sintomas da doença, porém apenas é feita em casos mais graves, quando a mulher já não pretende engravidar e quando a adenomiose provoca dor constante e hemorragia abundante.

Esta doença tem cura através da cirurgia para retirada do útero, porém, este tipo de tratamento só é feito quando os sintomas não conseguem ser controlados com remédios anti-inflamatórios ou hormonas, por exemplo.

Havia falta de uma técnica de tratamento eficaz para a adenomiose e que permitisse preservar o útero – foi neste contexto que a Embolização Uterina começou a ser utilizada. A Embolização Uterina é uma opção eficaz no tratamento dos sintomas das mulheres com adenomiose e que permite preservar o útero.

Qual a diferença entre adenomiose e endometriose?

Enquanto que na Adenomiose os focos ectópicos de endométrio se localizam apenas na espessura das paredes do útero, na endometriose, os focos ectópicos de endométrio estão localizados fora do útero, geralmente nas paredes da região pélvica ou nos outros órgãos pélvicos.

Enquanto que a Adenomiose pode ser tratada por Embolização Uterina, a endometriose não. Não é raro a mesma doente ter adenomiose e endometriose, uma vez que estas duas doenças têm processos muito semelhantes e causas comuns. Tratam-se de manifestações em locais diferentes do mesmo tipo de doença.

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O que é a embolização uterina?

A Embolização Uterina foi iniciada em Paris, em 1995, por um grupo multidisciplinar de radiologistas de intervenção e ginecologistas que tinham experiência em Embolização Uterina para controlar a hemorragia após o parto.

Experimentaram utilizar a mesma técnica para tratar electivamente mulheres com miomas, com muitas queixas de hemorragia uterina. Em 1999 começamos a implementar esta técnica em Portugal, onde fomos pioneiros.

Somos o grupo a nível nacional com maior experiência em embolização uterina e temos das maiores casuístas publicadas a demonstrar a segurança e eficácia da embolização uterina para os miomas e mais recentemente para a adenomiose.

Publicamos as potencialidade em engravidar após este tratamento numa escala mundial. Trata-se de um tratamento não invasivo, guiado por imagem, realizado por radiologistas de intervenção. É realizado sob anestesia local, sem necessidade de bisturi, nem de incisão cirúrgica na pele.

Apenas é introduzido um pequeno tubo de plástico (catéter) numa artéria da virilha ou punho que guiamos por imagem até ao útero. No útero realizamos a embolização, ou seja, a obstrução das artérias que nutrem os miomas.

Trata-se de um tratamento muito simples e seguro, feito sem dor, em 30-60 minutos. As doentes entram de manhã e têm alta ao fim do dia, podendo retomar toda a vida normal e voltar ao trabalho após 3 a 5 dias.

Trata-se de uma alternativa à cirurgia muito útil pois as mulheres têm menos dores e a recuperação é muito mais rápida. Os riscos de complicações graves é inferior e a taxa de sucesso no tratamento das queixas é superior a 90%, próximo do da cirurgia.

Além disso, não são realizadas incisões ou cortes na pele, não é necessário o bisturi e não temos de “abrir” a barriga para remover o útero. Não é preciso anestesia geral e não há perdas de sangue com o tratamento.

Acima de tudo, com a Embolização, a mulher pode preservar o útero, sendo poupada a tratamentos mais invasivos com potencial para mais complicações e mais graves.

Desta forma, mulheres que queiram preservar o útero ou mulheres que queiram engravidar e que a cirurgia possível seja apenas a remoção de todo o útero (histerectomia), a embolização deverá ser fortemente considerada.

Apesar de todas estas vantagens da embolização uterina relativamente à cirurgia, menos de 7% das mulheres com adenomiose têm acesso à embolização uterina.

Isto deve-se ao facto de haver pouca informação e divulgação desta técnica em geral e porque, mesmo dentro da comunidade médica, muitas mulheres não têm acesso a uma consulta de radiologia de intervenção para avaliarem as hipóteses de poderem ser embolizadas em vez de serem operadas.

Após o tratamento por embolização, a maioria das doentes não tem qualquer dor. O recobro é feito numa sala próxima à sala de angiografia onde foi feita a embolização.

Se o acesso vascular para a colocação do cateter foi realizado no punho esquerdo, é colocada uma pulseira no final da embolização e poderá andar livremente no quarto enquanto recupera da intervenção.

Se o acesso vascular foi na virilha, é colocado um penso a virilha e terá de ficar em repouso na cama 4 horas até poder começar a andar novamente. A recuperação é feita num quarto durante 4 horas. Geralmente as doentes não têm dores e poderão ter alta do hospital no próprio dia.

Por vezes pode haver alguma dor ou náuseas e vómitos após a embolização, pelo que prescrevemos medicação para o efeito e geralmente não podem comer imediatamente após a embolização uterina.

Praticamente todos os doentes após a embolização têm alta do nosso hospital no mesmo dia da embolização e podem ir para casa pelo próprio pé. Nos dias seguintes à embolização uterina, poderá haver algumas dores e náuseas controladas com a medicação que prescrevemos.

A taxa de sucesso clínico após a embolização uterina é inferior na adenomiose quando comparada com os miomas. Enquanto que a taxa de sucesso nos miomas é de cerca de 90%, na adenomiose a taxa de sucesso após a embolização é de 60-80%.

Esta diferença deve-se ao facto de a adenomiose não ser uma doença tão dependente da vascularização arterial como os miomas. Os miomas são muito dependentes da vascularização arterial.

Com a embolização interrompe-se esta vascularização levando à “morte” dos miomas. A adenomiose não é tão dependente desta vascularização arterial pelo que o bloqueio da vascularização arterial não tem tanto impacto.

Trata-se de uma alternativa à cirurgia muito útil pois as mulheres têm menos dores e a recuperação é muito mais rápida. Os riscos de complicações graves são inferiores e a taxa de sucesso no tratamento das queixas é superior a 90%, próximo do da cirurgia.

Além disso, não são realizadas incisões ou cortes na pele, não é necessário o bisturi e não temos de “abrir” a barriga para remover o útero. Não é preciso anestesia geral e não há perdas de sangue com o tratamento.

Acima de tudo, com a embolização, a mulher pode preservar o útero, sendo poupada a tratamentos mais invasivos com potencial para mais complicações e mais graves.

Desta forma, mulheres que queiram preservar o útero ou mulheres que queiram engravidar e que a cirurgia possível seja apenas a remoção de todo o útero (histerectomia), a embolização deverá ser fortemente considerada.

Apesar de todas estas vantagens da embolização uterina relativamente à cirurgia, menos de 7% das mulheres com miomas têm acesso à embolização uterina.

Isto deve-se ao facto de haver pouca informação e divulgação desta técnica em geral e porque, mesmo dentro da comunidade médica, muitas mulheres não têm acesso a uma consulta de radiologia de intervenção para avaliarem as hipóteses de poderem ser embolizadas em vez de serem operadas.

Após a embolização uterina a adenomiose regride parcialmente de tamanho. Ou seja, o espessamento da linha juncional detectado em RM fica menor. Com isto, o volume global do útero também reduz.

Não. A embolização uterina é minimamente invasivo, indolor ou praticamente indolor e dura cerca de 30m. A doente sai do hospital pelo seu próprio pé no próprio dia até já pode regressar a casa de carro, comboio ou avião.

Algumas mulheres toleram tão bem a embolização uterina que estão no recobro “como se tivessem ido ao shopping comprar meias”, de tão confortáveis/bem que se sentem.

Contudo, nas horas a seguir à embolização poderão haver algumas queixas de dor ou náuseas e vómitos que controlamos com medicamentos que prescrevemos.

Esta é uma pergunta que muitas mulheres se fazem depois de ouvirem falar, ou depois de serem tratadas por nós. A resposta não é linear, mas em Medicina, procedimentos relativamente novos levam muito tempo a serem aceites pela comunidade médica em geral e ainda mais tempo a serem implementados.

Muitos médicos ainda desconhecem esta opção de tratamento. Os especialistas na área, em alguns casos também não conhecem a embolização uterina ou então têm medo em referenciar as doentes, pois não têm muita experiência.

Muitos médicos pensam que a embolização uterina pode ser perigosa, levando a necrose do útero, complicações infecciosas e que não permite que as mulheres venham a engravidar no futuro. Tudo isto são mitos e falsas crenças que advêm da falta de experiência com este tratamento.

Nós já tratamos mais de 2000 doentes com fibromiomas uterinos e adenomiose com a embolização uterina, sem complicações. Temos uma das maiores séries de mulheres com fibromiomas uterinos e adenomiose que conseguiram engravidar após a embolização uterina.

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