Embolização Prostática2022-04-12T09:32:51+00:00

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O que é a embolização prostática?

A Embolização das Artérias Prostáticas (EAP) no Tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é uma nova aplicação de uma tecnologia há muito conhecida e usada em Medicina.

Efetivamente, a embolização efectua-se com sucesso há mais de meio século, a inovação foi utilizar esta técnica de tratamento nos doentes com hiperplasia benigna da próstata (HBP).

É uma técnica microinvasiva que permite o alívio dos sintomas das vias urinárias nos doentes com HBP, com bons resultados a curto, médio e longo prazo.

Empolização protética

O seu objectivo é interromper parcialmente a circulação sanguínea que irriga a próstata, permitindo um alívio da sintomatologia das vias urinárias inferiores associada à HBP, bem como uma redução no volume da próstata.

É uma técnica minimamente invasiva, sob anestesia local, sem dor e em regime ambulatório e sem perda de sangue. Efetua-se um pequeno orifício de 1.5 mm de diâmetro na virilha ou no pulso, através do qual se coloca um fino tubo plástico, o cateter.

Mediante monitorização por um aparelho de raios X digital sofisticado, o cateter é dirigido para as artérias prostáticas.

Partículas embolizantes de pequenas dimensões, como grãos de areia, são então injectadas nas artérias prostáticas, entupindo parte dos ramos que irrigam a próstata, poupando, contudo, as artérias do pénis, para que o paciente possa manter a função eréctil.

A técnica dura geralmente entre 1 a 2 horas, estando o doente consciente e podendo mesmo visualizar o tratamento no monitor de televisão.

Completada a embolização, retira-se o cateter, efectua-se compressão manual durante cerca de 10 minutos e coloca-se um pequeno penso compressivo, que deve ser mantido até à manhã seguinte.

Duas horas após a embolização, o doente já se pode levantar do seu leito e deslocar-se para urinar. O internamento dura apenas algumas horas e habitualmente tem alta no mesmo dia.

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Como é a recuperação após a embolização prostática?

sala de tratamento de hiperplasia benigna da próstata

Após o tratamento por embolização, a maioria dos doentes não tem qualquer dor. O recobro é feito numa sala próxima à sala de angiografia onde foi feita a embolização.

tratamento por embolização

Se o acesso vascular foi na virilha, é colocado um penso a virilha e terá de ficar em repouso na cama 4 horas até poder começar a andar novamente.

A recuperação é feita num quarto durante 4 horas. Geralmente os doentes não têm dores e poderão ter alta do hospital.

recuperação embolização

Se o acesso vascular para a colocação do cateter foi realizado no punho esquerdo, é colocada uma pulseira no final da embolização e poderá andar livremente no quarto enquanto recupera da intervenção.

A recuperação é imediata, sendo que os doentes podem comer logo após o tratamento e não têm dores nem hemorragia. Praticamente todos os doentes após a embolização têm alta do nosso hospital no mesmo dia da embolização e podem ir para casa pelo próprio pé.

A recuperação é imediata e sem dores. Poderá haver algum ardor ao urinar e vontade de urinar muitas vezes nos primeiros 2 dias após a embolização prostática. Raramente poderá haver algum sangue na urina, esperma ou fezes que passa ao fim de 1 ou 2 semanas.

É prescrita uma medicação anti-inflamatória para reduzir a inflamação causada pela embolização e um antibiótico para prevenir infecções urinárias.

Esta medicação é iniciada 2 dias antes da embolização e mantida por uma semana. Como geralmente não há dores, a medicação analgésica apenas é usada se necessário.

O que acontece à próstata após a embolização?

Como resultado, pode verificar-se uma redução progressiva das dimensões da próstata, que varia entre 10 e 60%.

Contudo, cerca de 10% dos doentes melhoram sem que haja alteração das dimensões da próstata. A ausente redução do volume da próstata ocorre sobretudo nos doentes que tomam comprimidos que reduzem o volume antes da embolização.

Como após a embolização deixam de os tomar, a próstata tem tendência a voltar a crescer, fato que é compensado pela embolização que corta parte da circulação prostática. A embolização efetua-se para melhoria dos sintomas da HBP, e não para a redução do seu volume, que, contudo, ocorre na maioria dos doentes.

Qual o seguimento feito depois da embolização prostática?

Após a embolização prostática os doentes são seguidos ao fim de 1 semana, 1 mês, 6 meses e 12 meses. Após este período são seguidos numa base anual.

Nestas avaliações após a embolização são preenchidos vários questionários e o volume prostático é avaliado por ecografia ou RM. O PSA é avaliado através de análises ao sangue e a força do jacto urinário é avaliada por fluxometria.

Finalmente o resíduo pós miccional (quantidade de urina que fica na bexiga após urinar) é avaliado por ecografia vesical. Mantemos o seguimento a todos os doentes que tratamos por embolização, incluindo os primeiros doentes tratados desde 2009!

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Perguntas Frequentes

A embolização prostática permite aliviar as queixas urinárias, preservando a ejaculação e sem afetar a ereção. Trata-se, assim, do único tratamento seguro e eficaz, que permite preservar a função sexual dos homens com hiperplasia benigna da próstata.

Iniciamos esta técnica pioneira para tratar os sintomas urinários dos doentes com hiperplasia benigna da próstata há 10 anos. Neste momento já tratamos mais de 1600 doentes e demonstramos que se trata de uma técnica segura e eficaz, com excelentes resultados a curto, médio e longo prazo.

Trata-se de um tratamento indolor, minimamente invasivo, sem cortes nem bisturi, sem manipulação da uretra nem necessidade de algaliação. Abordamos a próstata através das artérias.

Desta forma, a recuperação é imediata, com muitos doentes a referirem melhoria imediata dos sintomas urinários. Trata-se de um procedimento complexo em que a experiência e conhecimento anatómico são essenciais para poder obter bons resultados.

A avaliação multidisciplinar por urologia e radiologia é fundamental para uma correcta avaliação dos doentes e para excluir a hipótese de cancro clinicamente significativo.

Com recurso ao toque rectal e análise no sangue do PSA (prostate specific antigen) é possível excluir a maioria dos cancros de próstata. Nos casos duvidosos, RM prostática e/ou biópsia prostática podem ajudar a avaliar a presença de cancro da próstata.

Somos pioneiros a realizar a embolização prostática na hiperplasia benigna da próstata (HBP). No nosso país, realizamos a embolização prostática em doentes com hiperplasia benigna da próstata (HBP) desde Março de 2009, tendo já sido tratados mais de 1600 pacientes até Dezembro de 2018.

Somos também um centro de referência internacional; já tratamos mais de 400 pacientes estrangeiros de mais de 90 nacionalidades. Está já provado que a embolização prostática no tratamento da hiperplasia benigna da próstata (HBP) tem efeitos comparáveis à cirurgia em termos de melhoria das queixas urinárias, mas com menos complicações.

Ou seja, quase tão eficaz como a cirurgia, mais eficaz que a medicação e sem os efeitos adversos como a impotência, incontinência ou perda da ejaculação que podem ocorrer com a medicação ou cirurgia.

Trata-se de um procedimento indolor, de recuperação imediata, o doente entra de manhã e sai à tarde pelo próprio pé. Não é necessário recorrer a algaliação e os doentes podem comer imediatamente após a embolização. Podem voltar às actividades diárias normais no dia seguinte, não precisando de ficar internados.

Dos 1600 doentes já tratados, observou-se melhoria significativa inicial em 85% a 90% e a longo prazo em cerca de 75% a 80%. Nos doentes tratados com êxito verifica-se uma melhoria quase imediata dos sintomas e podem suspender os medicamentos que há anos tomavam para a hiperplasia benigna da próstata (HBP).

Um reduzido número de doentes pode não melhorar; contudo, a sua situação médica não sofre qualquer agravamento e não há complicações graves. Dos 200 doentes que estavam com algália, 190 retiraram a algália 1 a 2 semanas após a embolização, urinando sem qualquer dificuldade e sem medicação. A fim de melhorar os resultados, os doentes cujas artérias estejam muito envolvidas pela arteriosclerose, revelada pela Angio TAC, são excluídos. Duzentos e quarenta dos doentes tratados tinham próstata com um volume superior a 100cc.

A embolização pode realizar-se mesmo em próstatas muito grandes, com volume superior a 400cc. Se a sua próstata tiver um volume inferior a 30cc possivelmente não terá indicação. Igualmente, se não tiver sintomas, também não será tratado.

Geralmente após 1 a 2 semanas após a embolização prostática a medicação para a próstata pose ser parada.

Graças aos bons resultados e poucas complicações, está a ser efectuada em vários centros mundiais, sendo o nosso hospital o centro de referência com mais experiência onde já se deslocaram mais de 100 equipas de médicos estrangeiros para aprender a técnica. A maioria dos doentes não sente qualquer dor durante a embolização. As complicações são as de qualquer cateterismo, sendo as mais frequentes o hematoma no local da punção e a equimose, ou seja, a cor roxa da coxa ou no antebraço e mesmo no abdómen. Muito raramente os doentes podem sentir alguma dificuldade em urinar após a embolização. Sangue na urina pode ocorrer nalguns doentes, o que pode durar alguns dias, mas que passa sem qualquer tratamento.

Muito raros (2%) são a existência temporária de sangue nas fezes ou no esperma. Alguns pacientes poderão sentir algum ardor quando urinam ou no ânus que dura apenas algumas horas. A prisão de ventre é frequente durante 1 a 2 dias. Na noite a seguir ao tratamento o doente poderá urinar varias vezes mas no dia seguinte estará normal. Contudo, estas reações adversas desaparecem ao fim de alguns dias sem qualquer tipo de intervenção. São raros os doentes que sentem alguma dor.

Geralmente 2 semanas após a embolização prostática a algália pode ser retirada. Em menos de 20% dos casos, ao fim de 2 semanas ainda não é possível remover a alagália, voltando a tentar-se 2 semanas depois, ou seja, 4 semanas após a embolização prostática. Em mais de 90% dos doentes tratados por embolização prostática por estarem em retenção urinária com algália e sem conseguirem urinar é possível remover a algália e começar a urinar espontaneamente.

Dos mais de 1600 pacientes tratados desde Março de 2009, a função sexual não foi afetada em nenhum, referindo cerca de 400 dos pacientes a sua melhoria. No entanto, é um risco muito raro que poderá existir logo após a embolização, mas que recupera. Dez dos pacientes tratados foram pais após a embolização, havendo já 13 recém-nascidos saudáveis.

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