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Embolização Prostática
Quando operar a próstata aumentada: o momento certo para recuperar a sua qualidade de vida

O diagnóstico de Hiperplasia Prostática Benigna traz frequentemente uma pergunta imediata à mente de qualquer pessoa. Terei de ser operado? Numa fase inicial, a resposta passa quase exclusivamente por adaptações no estilo de vida e pela introdução de medicação.
Os fármacos ajudam a relaxar os músculos da próstata e reduzem ligeiramente o volume da glândula, e o alívio costuma sentir-se de forma bastante rápida. Contudo, o envelhecimento segue o seu percurso natural e a próstata pode continuar a crescer e os sintomas a agravarem-se, tornando o tratamento farmacológico insuficiente.
Os sinais de que a medicação deixou de atuar
Como saber que chegou a altura de repensar a estratégia clínica? O corpo encarrega-se de enviar avisos muito claros.
A necessidade de ir à casa de banho volta a ditar o ritmo dos seus dias:
Planear uma simples viagem ou estar em situações onde não consiga ir facilmente à casa de banho torna-se motivo de ansiedade.
Acordar sistematicamente durante a noite interrompe o descanso fundamental para a manutenção da sua saúde global: O fluxo de urina perde a força e surge uma sensação persistente de que a bexiga nunca chega a esvaziar por completo. Quando a rotina diária fica dependente destes sintomas, o tratamento conservador atingiu o seu limite.
Existem também critérios clínicos precisos que indicam a necessidade de avançar para uma intervenção. Infeções urinárias que se repetem, episódios de retenção urinária aguda, presença de sangue na urina ou a formação de cálculos na bexiga exigem uma ação médica imediata e definitiva.
O medo da palavra “operar”
Historicamente, o conceito de operar carregava um peso enorme. O receio do pós-operatório afastava muitos doentes do bloco operatório, e o risco de comprometer a função sexual ou de desenvolver incontinência urinária fazia com que muitos homens preferissem suportar o desconforto diário em silêncio.
A medicina atual evoluiu de forma extraordinária. A decisão de tratar a próstata não implica obrigatoriamente uma cirurgia tradicional.
A alternativa minimamente invasiva
A Radiologia de Intervenção abriu um caminho altamente seguro através da embolização prostática. O foco passa por resolver o problema na sua origem, utilizando o mínimo impacto físico possível. O procedimento dispensa anestesia geral e ocorre sem qualquer corte na zona pélvica.
Através de um minúsculo acesso criado no pulso ou na virilha, o médico navega pelos vasos sanguíneos até à glândula pélvica. O objetivo consiste em bloquear seletivamente o fornecimento de sangue que alimenta o tecido prostático em excesso. Privada desta nutrição, a próstata diminui de volume de forma gradual. O canal da uretra fica novamente desobstruído. A urina volta a fluir com normalidade.
O grande benefício desta técnica reside no conforto global do doente. O internamento prolongado deixa de ser uma exigência. O regresso a casa acontece no próprio dia do tratamento. A recuperação decorre de forma rápida, preservando integralmente a anatomia original, a qualidade de vida e a intimidade masculina.
Adiar uma intervenção significa apenas prolongar o impacto negativo na sua rotina. Se sente que os comprimidos deixaram de trazer o conforto necessário, ou se não tolerou os efeitos adversos da medicação, procure uma avaliação clínica detalhada. Conhecer as opções terapêuticas modernas é o primeiro passo para recuperar a tranquilidade que o aumento da próstata lhe retirou.
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