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Embolização Uterina
Mioma uterino pode evoluir para cancro?

A palavra “tumor” assusta, mas a ciência é categórica: um mioma uterino não evolui para cancro. A ideia de que um mioma se pode transformar numa neoplasia maligna com o passar do tempo é um dos mitos mais persistentes na saúde feminina. No entanto, para entender por que razão isto não acontece, precisamos de olhar para a origem destas células.
A biologia que dá segurança: Benigno por natureza
Um mioma é um tumor benigno que nasce das células do músculo liso do útero (miométrio). A sua característica fundamental é a estabilidade genética. Diferente das células cancerígenas, que sofrem mutações constantes e agressivas, as células de um mioma crescem de forma limitada e organizada.

Por outras palavras, estas células não possuem a “programação” genética para invadir outros órgãos ou entrar na corrente sanguínea (metástases). Um mioma nasce benigno e morre benigno.
Sarcoma vs. mioma: onde nasce esta confusão?
A confusão sobre a evolução para cancro surge devido a um tumor muito raro chamado Leiomiossarcoma. Embora ambos possam aparecer como massas no útero, é necessário esclarecer dois pontos que confundem muito frequentemente as pacientes:
- Origens diferentes: O sarcoma não é um mioma que evoluiu para tumor maligno. Ele é um tumor maligno que já se origina como tal. São duas linhas celulares distintas.
- Raridade extrema: Enquanto os miomas uterinas afetam até 80% das mulheres, o sarcoma uterino é raríssimo, ocorrendo em menos de 1 em cada 1000 casos de tumores uterinos.
Se não é cancro, porque deve ser monitorizado?
Esta é a pergunta lógica: se o risco de malignidade é praticamente nulo, por que insistimos no controlo médico? Na verdade, o acompanhamento não é feito por medo deste evoluir para cancro, mas sim para avaliar o impacto na qualidade de vida e detetar exceções raríssimas.
Os sinais que motivam uma investigação mais profunda, como uma Ressonância Magnética, são:
- Crescimento acelerado na Menopausa: Após a menopausa, os miomas devem encolher devido à falta de estrogénio. Se um mioma cresce subitamente nesta fase, merece atenção redobrada.
- Padrão de imagem atípico: Quando a ecografia mostra áreas de degeneração ou vascularização muito irregulares que não coincidem com o padrão normal de um mioma.
Tratar o sintoma, não o medo
Muitas mulheres são empurradas para uma histerectomia, procedimento de remoção do útero, por um medo infundado de que o mioma possa transformar-se em cancro no futuro. No entanto, se o mioma é benigno e não apresenta sinais de alerta, a remoção do órgão por “prevenção de cancro” não tem suporte clínico.
O objetivo da medicina moderna é tratar a paciente, preservando a sua integridade. Atualmente, a Embolização de Miomas Uterinos destaca-se como uma solução definitiva e minimamente invasiva, permitindo:
- Cortar o suprimento de sangue ao mioma, fazendo-o reduzir de tamanho de forma natural.
- Eliminar os sintomas (como a dor e a hemorragia abundante) sem necessidade de cirurgia aberta.
- Preservar o útero, mantendo a integridade física e emocional da mulher.
O próximo passo
Se o seu diagnóstico é de mioma uterino, respire fundo: o risco de cancro não é uma preocupação real nesta patologia. O foco deve estar em monitorizar os sintomas e, caso eles interfiram com o seu bem-estar, procurar soluções minimamente invasivas que preservem o seu corpo.
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