Blog

Prof. Dr. Tiago Bilhim

Tudo sobre Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

HBP Hiperplasia Benigna da Próstata

A próstata é uma glândula anexa ao aparelho genital masculino. Trata-se de um órgão músculo-glandular, ímpar e mediano, situado profundamente na escavação pélvica, por baixo da bexiga, por cima do períneo, adiante do recto e atrás da sínfise púbica – encruzilhada urogenital.

Existem 3 zonas glandulares principais na próstata: as zonas central, de transição e periférica a que se associam uma região de estroma fibro-muscular anterior e uma área glandular peri-uretral.

A zona de transição corresponde a 5%-10% do volume total, está adjacente ao esfíncter uretral proximal e é o local onde se desenvolve grande parte da hiperplasia benigna da próstata (HBP) e aproximadamente 20% dos cancros prostáticos.

A zona periférica é a maior de todas (70%-80% do tecido glandular) antes do aumento do volume prostático secundário à HBP e é o local mais frequente de surgimento de cancro (aproximadamente 70%).

Ecograficamente e por RM observam-se duas áreas prostáticas distintas, a região periférica (correspondente às zonas periférica e central) e a região glandular central (correspondente às zonas de transição, à área glandular peri-uretral e fibro-muscular anterior e ao esfíncter uretral interno), separadas pela cápsula cirúrgica que se torna mais evidente quando ocorre a HBP com aumento da zona de transição.

O diagnóstico da hiperplasia benigna da próstata (HBP) geralmente é feito com base no aumento do tamanho da próstata à palpação detectada na clínica ou por ecografia; ou pela presença de um conjunto de sintomas das vias urinárias inferiores (SVUI), com dificuldade em urinar.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é uma hiperplasia e não uma hipertrofia. É sabido que as queixas urinárias afectam de forma progressiva homens sobretudo acima dos 60 anos e que a zona de transição é a mais afectada. A hiperplasia benigna da próstata (HBP) tem início na terceira década de vida numa fase microscópica (identificável apenas histologicamente), assintomática.

Com o avançar da idade e a presença de androgénios, aproximadamente 50% da HBP microscópica desenvolver-se-á em macroscópica (próstata de dimensões aumentadas e palpável).

Contudo, HBP clinicamente significativa a necessitar tratamento só aparece em 50% dos homens com próstatas de dimensões aumentadas. Nos Estados Unidos, o risco estimado de um homem de 50 anos ser submetido a uma prostatectomia durante a sua vida é de 25% a 40%.

Mesmo quando não tratada, um número significativo de doentes sintomáticos permanecem estáveis ou melhoram sem qualquer sequela.

Apesar de a causa exacta não estar bem definida, pensa-se que resulte de interacções entre o epitélio e o estroma glandular no meio hormonal apropriado.

Pensa-se que a causa da hiperplasia benigna da próstata (HBP) seja hormonal na dependência da testosterona.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) sobretudo tem origem na zona peri-uretral, de transição, e está restrita à porção mais interior da glândula prostática, ou seja, aos tecidos localizados ao longo do maior eixo da uretra proximal, zona que corresponde a aproximadamente 2% do volume prostático total normal. 

A próstata pode levar a obstrução da uretra e da bexiga por 2 mecanismos. Um por estenose do lúmen uretral pelo aumento do volume prostático (componente estático).

O outro é o componente dinâmico que consiste no tónus do músculo liso que é mediado pelo efeito noradrenérgico nos receptores adrenérgicos encontrados no estroma prostático, na cápsula prostática e na uretra.

Este tónus ao ser aumentado pode precipitar redução abrupta do fluxo urinário ou mesmo retenção urinária aguda com necessidade de colocação de uma algália.

O tónus pode ser diminuído com antagonistas adrenérgicos (bloqueadores-α), sendo a base de uma das principais formas de terapêutica médica existente na actualidade.

O facto de existirem receptores adrenérgicos noutros locais do corpo explica a vasta gama de efeitos adversos frequentemente observados com esta medicação.

Desta forma, as queixas urinárias associados à hiperplasia benigna da próstata (HBP) têm uma dupla origem: anatómica e neuro-humoral.

Grande parte dos sintomas estão relacionados com o aumento do tónus muscular e da pressão muscular na uretra, estroma prostático e colo vesical através dos receptores α-adrenérgicos.

O aumento volumétrico com consequente compressão anatómica da uretra que fica alongada e com uma curvatura posterior exagerada é outro factor essencial.

Outros factores contribuintes são os neurotransmissores e as células neuro-endócrinas presentes no tecido prostático.

No seu conjunto, a hiperplasia benigna da próstata (HBP) leva a uma trabeculação e hiperplasia do músculo detrusor por obstrução crónica (“bexiga de esforço”), que pode ser acompanhada de dilatação venosa.

As queixas urinárias típicas secundárias à hiperplasia benigna da próstata (HBP) incluem sintomas de deficiente armazenamento vesical (polaquiúria ou urinar frequentemente e noctúria ou acordar várias vezes durante a noite para urinar) e de deficiente esvaziamento (fraco jacto urinário e intermitência, não conseguindo urinar tudo de uma só vez).

Apesar da correlação precisa entre as queixas urinárias, o aumento do volume prostático e a obstrução uretral/bexiga não ser certa, a embolização prostática nos homens com hiperplasia benigna da próstata (HBP) melhora os sintomas, a função urodinâmica e a qualidade de vida, reduzindo o volume da próstata.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é uma doença benigna, ou seja, não é um cancro nem um tumor benigno.

Contudo, trata-se de uma doença insidiosa que demora muitos anos a desenvolver-se, manifestando-se por queixas urinárias como dificuldade em começar a urinar, urinar muitas vezes, acordar a meio da noite com vontade de urinar, ardor urinário, incapacidade de esvaziamento da bexiga entre outros.

Estas queixas são progressivas e vão-se agravando com a idade, mas frequentemente levam o homem a procurar assistência médica. Os medicamentos usados ou a cirurgia da próstata levam frequentemente a ejaculação retrógrada, ou seja, perda da ejaculação.

Isto pode ter um impacto bastante nefasto na função sexual dos homens afectados. A cirurgia prostática acarreta, ainda, riscos de disfunção eréctil.

Dadas as limitações destas opções de tratamento dos doentes com queixas urinárias e hiperplasia benigna da próstata desenvolvemos um novo tratamento – a embolização prostática – que permite aliviar as queixas urinárias, preservando a ejaculação e sem afetar a ereção.

Trata-se, assim, do único tratamento seguro e eficaz, que permite preservar a função sexual dos homens com hiperplasia benigna da próstata.

Iniciamos esta técnica pioneira para tratar os sintomas urinários dos doentes com hiperplasia benigna da próstata há 10 anos.

Neste momento já tratamos mais de 1600 doentes e demonstramos que se trata de uma técnica segura e eficaz, com excelentes resultados a curto, médio e longo prazo.

Trata-se de um tratamento indolor, minimamente invasivo, sem cortes nem bisturi, sem manipulação da uretra nem necessidade de algaliação. Abordamos a próstata através das artérias.

Desta forma, a recuperação é imediata, com muitos doentes a referirem melhoria imediata dos sintomas urinários.

Trata-se de um procedimento complexo em que a experiência e conhecimento anatómico são essenciais para poder obter bons resultados.

Se quiser saber mais sobre hiperplasia benigna da próstata (HBP), tratamentos preservadores da função sexual, embolização prostática e tratamentos minimamente invasivos para a próstata, entre em contacto comigo, estou inteiramente disponível para esclarecer todas as dúvidas.

Tudo sobre Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP)

HBP Hiperplasia Benigna da Próstata

A próstata é uma glândula anexa ao aparelho genital masculino. Trata-se de um órgão músculo-glandular, ímpar e mediano, situado profundamente na escavação pélvica, por baixo da bexiga, por cima do períneo, adiante do recto e atrás da sínfise púbica – encruzilhada urogenital.

Existem 3 zonas glandulares principais na próstata: as zonas central, de transição e periférica a que se associam uma região de estroma fibro-muscular anterior e uma área glandular peri-uretral.

A zona de transição corresponde a 5%-10% do volume total, está adjacente ao esfíncter uretral proximal e é o local onde se desenvolve grande parte da hiperplasia benigna da próstata (HBP) e aproximadamente 20% dos cancros prostáticos.

A zona periférica é a maior de todas (70%-80% do tecido glandular) antes do aumento do volume prostático secundário à HBP e é o local mais frequente de surgimento de cancro (aproximadamente 70%).

Ecograficamente e por RM observam-se duas áreas prostáticas distintas, a região periférica (correspondente às zonas periférica e central) e a região glandular central (correspondente às zonas de transição, à área glandular peri-uretral e fibro-muscular anterior e ao esfíncter uretral interno), separadas pela cápsula cirúrgica que se torna mais evidente quando ocorre a HBP com aumento da zona de transição.

O diagnóstico da hiperplasia benigna da próstata (HBP) geralmente é feito com base no aumento do tamanho da próstata à palpação detectada na clínica ou por ecografia; ou pela presença de um conjunto de sintomas das vias urinárias inferiores (SVUI), com dificuldade em urinar.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é uma hiperplasia e não uma hipertrofia. É sabido que as queixas urinárias afectam de forma progressiva homens sobretudo acima dos 60 anos e que a zona de transição é a mais afectada. A hiperplasia benigna da próstata (HBP) tem início na terceira década de vida numa fase microscópica (identificável apenas histologicamente), assintomática.

Com o avançar da idade e a presença de androgénios, aproximadamente 50% da HBP microscópica desenvolver-se-á em macroscópica (próstata de dimensões aumentadas e palpável).

Contudo, HBP clinicamente significativa a necessitar tratamento só aparece em 50% dos homens com próstatas de dimensões aumentadas. Nos Estados Unidos, o risco estimado de um homem de 50 anos ser submetido a uma prostatectomia durante a sua vida é de 25% a 40%.

Mesmo quando não tratada, um número significativo de doentes sintomáticos permanecem estáveis ou melhoram sem qualquer sequela.

Apesar de a causa exacta não estar bem definida, pensa-se que resulte de interacções entre o epitélio e o estroma glandular no meio hormonal apropriado.

Pensa-se que a causa da hiperplasia benigna da próstata (HBP) seja hormonal na dependência da testosterona.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) sobretudo tem origem na zona peri-uretral, de transição, e está restrita à porção mais interior da glândula prostática, ou seja, aos tecidos localizados ao longo do maior eixo da uretra proximal, zona que corresponde a aproximadamente 2% do volume prostático total normal. 

A próstata pode levar a obstrução da uretra e da bexiga por 2 mecanismos. Um por estenose do lúmen uretral pelo aumento do volume prostático (componente estático).

O outro é o componente dinâmico que consiste no tónus do músculo liso que é mediado pelo efeito noradrenérgico nos receptores adrenérgicos encontrados no estroma prostático, na cápsula prostática e na uretra.

Este tónus ao ser aumentado pode precipitar redução abrupta do fluxo urinário ou mesmo retenção urinária aguda com necessidade de colocação de uma algália.

O tónus pode ser diminuído com antagonistas adrenérgicos (bloqueadores-α), sendo a base de uma das principais formas de terapêutica médica existente na actualidade.

O facto de existirem receptores adrenérgicos noutros locais do corpo explica a vasta gama de efeitos adversos frequentemente observados com esta medicação.

Desta forma, as queixas urinárias associados à hiperplasia benigna da próstata (HBP) têm uma dupla origem: anatómica e neuro-humoral.

Grande parte dos sintomas estão relacionados com o aumento do tónus muscular e da pressão muscular na uretra, estroma prostático e colo vesical através dos receptores α-adrenérgicos.

O aumento volumétrico com consequente compressão anatómica da uretra que fica alongada e com uma curvatura posterior exagerada é outro factor essencial.

Outros factores contribuintes são os neurotransmissores e as células neuro-endócrinas presentes no tecido prostático.

No seu conjunto, a hiperplasia benigna da próstata (HBP) leva a uma trabeculação e hiperplasia do músculo detrusor por obstrução crónica (“bexiga de esforço”), que pode ser acompanhada de dilatação venosa.

As queixas urinárias típicas secundárias à hiperplasia benigna da próstata (HBP) incluem sintomas de deficiente armazenamento vesical (polaquiúria ou urinar frequentemente e noctúria ou acordar várias vezes durante a noite para urinar) e de deficiente esvaziamento (fraco jacto urinário e intermitência, não conseguindo urinar tudo de uma só vez).

Apesar da correlação precisa entre as queixas urinárias, o aumento do volume prostático e a obstrução uretral/bexiga não ser certa, a embolização prostática nos homens com hiperplasia benigna da próstata (HBP) melhora os sintomas, a função urodinâmica e a qualidade de vida, reduzindo o volume da próstata.

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é uma doença benigna, ou seja, não é um cancro nem um tumor benigno.

Contudo, trata-se de uma doença insidiosa que demora muitos anos a desenvolver-se, manifestando-se por queixas urinárias como dificuldade em começar a urinar, urinar muitas vezes, acordar a meio da noite com vontade de urinar, ardor urinário, incapacidade de esvaziamento da bexiga entre outros.

Estas queixas são progressivas e vão-se agravando com a idade, mas frequentemente levam o homem a procurar assistência médica. Os medicamentos usados ou a cirurgia da próstata levam frequentemente a ejaculação retrógrada, ou seja, perda da ejaculação.

Isto pode ter um impacto bastante nefasto na função sexual dos homens afectados. A cirurgia prostática acarreta, ainda, riscos de disfunção eréctil.

Dadas as limitações destas opções de tratamento dos doentes com queixas urinárias e hiperplasia benigna da próstata desenvolvemos um novo tratamento – a embolização prostática – que permite aliviar as queixas urinárias, preservando a ejaculação e sem afetar a ereção.

Trata-se, assim, do único tratamento seguro e eficaz, que permite preservar a função sexual dos homens com hiperplasia benigna da próstata.

Iniciamos esta técnica pioneira para tratar os sintomas urinários dos doentes com hiperplasia benigna da próstata há 10 anos.

Neste momento já tratamos mais de 1600 doentes e demonstramos que se trata de uma técnica segura e eficaz, com excelentes resultados a curto, médio e longo prazo.

Trata-se de um tratamento indolor, minimamente invasivo, sem cortes nem bisturi, sem manipulação da uretra nem necessidade de algaliação. Abordamos a próstata através das artérias.

Desta forma, a recuperação é imediata, com muitos doentes a referirem melhoria imediata dos sintomas urinários.

Trata-se de um procedimento complexo em que a experiência e conhecimento anatómico são essenciais para poder obter bons resultados.

Se quiser saber mais sobre hiperplasia benigna da próstata (HBP), tratamentos preservadores da função sexual, embolização prostática e tratamentos minimamente invasivos para a próstata, entre em contacto comigo, estou inteiramente disponível para esclarecer todas as dúvidas.

Marque a sua Consulta

Submeta o formulário em baixo para marcar a sua consulta com o Dr. Tiago

tiago bilhim

Marque a sua Consulta

Submeta o formulário em baixo para marcar a sua consulta com o Dr. Tiago

tiago bilhim